Os desafios de 2021

Vivemos um ano catastrófico por causa da pandemia da Covid-19 que matou mais de 1,4 milhão de pessoas no planeta e mudou nossa forma de se relacionar e consumir devido as medidas de distanciamento social a partir de meados de março. Um ano devastador que derrubou economias, causando desemprego nos setores de comércio e serviços, fome nas periferias e quebrando pequenas empresas Brasil afora. O cenário ainda é muito preocupante porque trata-se de uma doença sem cura e, até agora, sem vacina. Após nove meses, ainda há limitações de atividades, falta auxílio à população desassistida e o endividamento é grande. Teremos tempos desafiadores já que a economia brasileira vinha de um quadro de fragilidade antes mesmo do novo coronavírus. E uma crise como essa irá impactar o potencial de crescimento de longo prazo. Mas é possível enxergar uma luz no final do túnel que desemboca em 2021 que, esperamos, seja um ano de retomada do desempenho da economia e, consequentemente, da vida de todos nós. As previsões do Banco Central são de que a economia brasileira terá uma expansão ao redor de 4% no ano que vem, com previsão de queda de 5,2% em 2020. Expectativa alicerçada no resultado do Produto Interno Bruto, com a economia mostrando sinais de uma aceleração. O cenário considera que o principal risco seria uma segunda onda de contaminações pela Covid-19, o que não aparece nas projeções. Há indicadores positivos também na ocupação das pessoas. O desemprego no Brasil recuou para 11,9% em setembro. Apesar disso, mais de 14 milhões de brasileiros ainda estão desempregados, segundo o IBGE. Um dos aspectos animadores em todos os estudos é que a atividade agrícola no país não parou em meio à pandemia e as perspectivas são de preços aquecidos para 2021. A agricultura brasileira superou obstáculos logísticos e elevou as exportações de algumas commodities a níveis recorde em meio à Covid-19. Além de manter a oferta no mercado interno num momento em que brasileiros aumentavam suas compras de alimentos em supermercados. Mais do que nunca, em 2021, o Brasil precisará implementar a reforma administrativa nas esferas federal e estadual, enxugar gastos, acabar com privilégios e estimular novas matrizes produtivas como a que nos preparamos para implantar no Rio Grande do Sul a partir da criação do Programa de Estímulo à Produção do Etanol. O nosso projeto deve chegar em breve para apreciação dos deputados na Assembleia Legislativa.
Grupo de trabalho irá colaborar para ajuste de normas para o controle do javali

A criação de um grupo de trabalho para colaborar na eliminação de obstáculos que impedem o controle eficiente do javali no Estado foi o encaminhamento da audiência pública virtual ocorrida nesta quinta-feira (26) e solicitada pelo deputado estadual Elton Weber (PSB). A praga afeta agricultores e representa risco ao meio ambiente e à sanidade animal. Coordenador por Weber, o grupo começa a trabalhar em 10 de dezembro e será formado por deputados da Comissão de Agricultura, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, representantes do Ministério da Agricultura, Secretaria da Agricultura, Ibama, Patran, Ministério Público Estadual, além de controladores, ACSURS, Famurs, Farsul e Fetag-RS. Paralelamente, o colegiado acompanhará a evolução do projeto de lei do deputado federal Ronaldo Santini (PTB), que busca uniformizar a legislação para que haja segurança jurídica para os elos. “Durante a audiência, ficou claro a urgência em uniformizar a legislação, flexibilizar as regras para expandir o controle dos animais soltos a campo e cadastrar para fins de abate os javaporcos nascidos de cruza involuntária e que estão presos em galpões de propriedades”, disse Weber. O deputado aguarda a marcação de reuniões em Brasília a serem articuladas pelo secretário da Agricultura, Covatti Filho. Desde outubro, Weber esteve reunidos com autoridades para discutir formas de conter a disseminação desenfreada. “ Problema muito sério, que pode piorar se nada for feito rapidamente”, alerta Weber. Ibama amplia tempo de licença de controladores Durante a audiência, a superintendente do Ibama no Estado, Claudia Costa informou que a validade da licença para os controladores será ampliada de três para seis meses. Weber defende que a licença se estenda até que haja controle da população. Gilmar Bach, ligado à entidade de caçadores, reclama da desinformação e da falta de consenso entre os fiscais. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caxias do Sul, Rudimar Menegotto, sintetiza: “Nós precisamos que os caçadores possam fazer o efetivo controle”. Promotor do Ministério Público Estadual, Daniel Martini reconhece a nocividade do animal, mas relata que estão ocorrendo também ações de caça ilegal. “Temos que ter uma normativa clara, transparente e factível. Infelizmente, as vezes uma situação dramática alimenta uma rede de criminosos”. Agricultores alertam para excessos De acordo com o vice-presidente Fetag-RS, Eugênio Zanetti enquanto o problema não for resolvido os agricultores seguirão sendo prejudicados pela expansão dos javalis, com propriedades invadidas, prejuízo nas lavouras e multas. Célio Fontana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria, relatou que os agricultores são tratados como criminosos. “Não podemos aceitar isso de forma nenhuma. E precisamos que se tenha uma lei que permita o consumir do javaporco. ” O setor agroindustrial também está preocupado. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, ressaltou que o setor suinícola alerta há mais de 20 anos para este momento. “Agora, temos que fazer frente à expansão avassaladora com relação aos prejuízos econômicos. Além de uma preocupação muito grande com a sanidade”. Presidente da Acsurs, Valdecir Folador, defende mudança nas regras e já apresentou documento com 12 itens. Já o vice-presidente da Farsul, Fábio Avancini lembrou que o javali não é problema único do Rio Grande do Sul, tendo situações críticas em estados como Mato Grosso e Bahia. Coordenador da Área de Agricultura da Famurs, Mário Nascimento, disse que o assunto preocupa os municípios e que a federação está à disposição para contribuir. Gabriel Fogaça, da Secretaria da Agricultura do Estado, reconheceu a praga, impactos e a necessidade de solução.
Telefonia e Internet: União sinaliza com criação de programa em 2021

Presidente da Comissão Permanente de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e Participação Legislativa Popular, o deputado estadual Elton Weber saiu esperançoso da reunião virtual com o secretário substituto de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, nesta terça-feira (24). No encontro, proposto por Weber, foi cobrada uma posição do governo federal sobre melhorias do sinal de Internet e telefonia móvel no meio rural no Estado. “Está se abrindo uma porta para uma solução de parte dos nossos problemas de comunicação a partir do ano que vem. Não temos mais como continuar sem essas ferramentas essenciais no dia a dia.” Durante a teleconferência, o secretário garantiu que o edital do leilão do 5G, previsto para 2021, contém obrigações de cobertura em localidades a partir de 600 habitantes, abrangendo aglomerados rurais, áreas urbanas isoladas e proximidades de rodovias. Coimbra também disse que haverá a criação de um programa público para ampliar a cobertura no meio rural a partir da sanção do Projeto de Lei nº 172 que trata da utilização do Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações (Fust). Ele estima que o projeto seja sancionado em dezembro. “A preocupação de vocês é a nossa, esperamos superar as dificuldades não só no Rio Grande do Sul. ” Dados da Fetag-RS indicam que cerca de 60% da área rural não tem cobertura de Internet e enfrenta grande dificuldade com sinal de telefone celular no Rio Grande do Sul, prejudicando acesso à saúde, a educação à distância, os negócios e o atendimento de obrigações legais. “A Internet deixou de ser um luxo, é uma necessidade, ponderou o vice-presidente da Fetag-RS, Eugênio Zanetti. A audiência foi motivada por uma audiência pública sobre dificuldades de telecomunicações em Rolante ocorrida em 4 de novembro. A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul também foi representada na teleconferência.
Audiência pública sobre impactos do javali no Estado marcada para o dia 26

A audiência pública solicitada pelo deputado estadual Elton Weber para discutir medidas de controle do javali no Rio Grande do Sul ocorrerá na próxima quinta-feira (26), a partir das 10h. Os deputados Edson Brum e Zé Nunes subscreveram a solicitação aprovada pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. O debate será virtual. Desde outubro, acompanhado de lideranças da Fetag-RS, Weber tem debatido com autoridades do Ibama, da Superintendência do Ministério da Agricultura, da Famurs e das secretarias da Agricultura e Meio Ambiente a urgência de revisão de protocolos de controle da população de javali. O grupo trabalha nas esferas técnica e política para alterar a normatização, prevendo abate sanitário e regras de consumo da carne do javaporco na propriedade como forma de atenuar os prejuízos no meio rural. Recentemente, o deputado recebeu um ofício da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) que informou a criação da Comissão dos Controladores de Javalis e Suídeos Asselvajados para trabalhar doze itens entre demandas e preocupações, como a desinformação sobre a legislação por parte da Patran, Ibama, Polícia Rodoviária Federal e Inspetorias Veterinárias e a falta de acesso a cursos de capacitação no Interior do Estado. Os convidados: Ibama, SEMA, Fetag, Farsul, Fetraf, Patran, Famurs, STRs, universidades, Câmaras de Vereadores e Prefeituras.
Reunião virtual com Ministério das Comunicações discute sobre telefonia móvel e Internet no meio rural

Expor a necessidade de mudanças na legislação federal que rege a telefonia no país visando a obrigatoriedade de cobertura móvel e serviço de Internet na área rural é um dos objetivos da reunião virtual que ocorre nesta quarta-feira (18), às 17h, com o secretário substituto de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra. A teleconferência foi solicitada pelo presidente da Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e Participação Legislativa Popular, o deputado estadual Elton Weber, após a audiência pública realizada no último dia 4 sobre problemas que afetam comunidades do município de Rolante e que se repetem em todo o Estado. Foram convidados para a reunião representantes da Fetag-RS, do Ministério Público do Estado, da Defensoria Pública do RS e AGERGS, lideranças de Rolante, além do presidente da Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar, deputado federal Heitor Schuch, e parlamentares da Comissão de Defesa do Consumidor. Segundo Weber, este encontro é o primeiro de uma série de agendas que ele pretende estabelecer com o governo federal. O parlamentar também quer o apoio da bancada gaúcha nesta luta, que inclui a urgência da votação de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional para a utilização do Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações (Fust) na ampliação do sinal no meio rural. Atualmente, o fundo tem saldo de R$ 90 bilhões. De acordo com a concessão em vigor no país desde 2002, as operadoras são obrigadas a fornecer apenas os serviços de telefonia fixa e banda larga no Interior. “Nós estamos mobilizados para tentar mudar essa realidade, as pessoas do meio rural não podem ficar isoladas sem esses serviços hoje essenciais. A falta de telefonia móvel e Internet afeta a educação dos seus filhos, os seus negócios, o acesso à saúde, à segurança. Os governos esqueceram do meio rural ao longo dos anos e isso tem que mudar.”
Weber busca apoio em Brasília para pressionar por garantia de telefonia móvel e Internet no meio rural

Após as eleições municipais que ocorrem neste mês, o deputado estadual Elton Weber (PSB) marcará uma reunião com a Bancada Gaúcha solicitando que o colegiado pressione para que haja a modificação da legislação federal referente a telefonia no país, incluindo a obrigatoriedade de cobertura móvel e Internet na área rural. De acordo com a concessão em vigor desde 2002, as operadoras são obrigadas a fornecer apenas os serviços de telefonia fixa e banda larga no Interior. O deputado também quer sensibilizar os parlamentares sobre a urgência da votação de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional para a utilização do Fundo de Universalização do Sistema de Telecomunicações (Fust) na ampliação do sinal no meio rural. Atualmente, o fundo tem saldo de R$ 90 bilhões. Weber também marcará audiências nos ministérios das Comunicações e de Ciência,Tecnologia e Inovações. O gerente de Fiscalização da Anatel-RS, Stevan Grubisic, vê no Fundo a melhor possibilidade de oferecer esses serviços no meio rural. Esse foi o principal encaminhamento da audiência pública virtual da Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e Participação Legislativa Popular realizada, nesta quarta-feira (4), por solicitação da Câmara de Vereadores de Rolante, para debater a péssima qualidade dos serviços de telefonia móvel e Internet que afeta pelo menos dez comunidades no município e prejudica o turismo, a atividade industrial, a agricultura e o agendamento de consultas e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O deputado criticou a União. “São 18 anos da última concessão, o mundo mudou e o meio rural continua esquecido pelos governos brasileiros. O uso da Internet é hoje uma necessidade básica, a legislação tem que acompanhar as mudanças que a realidade vem trazendo. É um serviço público essencial e tem que chegar ao cidadão.” O deputado acrescentou que o problema de Rolante se repete em todo o Estado, trazendo prejuízos econômicos e sociais. Na reunião também foi esclarecido pela gerente Institucional Regional/RS da OI, Kátia Garbin, que os pedidos de telefone fixo e Internet a cabo estão disponíveis para toda população de Rolante, independente da localização. “Nós temos um abaixo-assinado com mais de 800 assinaturas de moradores que demonstram a falta de qualidade na prestação dos serviços”, atestou Weber. Ao representar a Prefeitura, Diana Schierholt, diretora do Procon de Rolante, relatou alta procura da população. “É um problema grande e que enfrentamos há bastante tempo. A administração municipal já tomou iniciativa, se reuniu com operadoras para verificar viabilidade do sinal, mas existem obstáculos. Dentre as localidades mais afetadas no município estão Boa Esperança, Alto Rolante, Rolantinho, Morro da Figueira, Canto dos Cardoso, Fazenda Passos, Campinas, Ilha Nova, Areia e Maragata. Representante da Associação de Moradores do Alto Rolantinho, Marco Aurélio Pires, relatou que a Comunidade com mais de 3 mil habitantes e 15 ateliers de calçados sofrem com o sinal precário. “Queremos ajuda dos deputados, porque realmente a comunidade cresceu e está precisando demais dessa melhoria.” Já Adélio Sbardelotto, presidente da Associação Caminho das Pipas, relatou a insegurança para os turistas que ficam sem conexão durante os passeios. Representando a Câmara de Vereadores de Rolante e um dos requerentes da audiência, o vereador Antônio Gonçalves explanou sobre a importância do debate. “A principal meta é atender o anseio de comunicação das nossas comunidades, com comprometimento inclusive da segurança e da saúde das pessoas.” Representando a Associação Canto dos Cardoso e o vereador Ilário Emílio Von Muhlen (PSB), Everton Lopes enumerou problemas. “Temos dois circuitos sul brasileiros de cicloturismo, o rodeio internacional, a festa da cuca, e temos muitas dificuldades com a telefonia. Sem contar as dificuldades de marcações eletivas de exames e cirurgias confirmadas somente por telefone.” Os problemas são semelhantes em Montenegro, segundo a vereadora Josi Paz, que também oficiou reclamações à Comissão de Defesa do Consumidor. Segundo ela, a situação, grave em pelo menos 20 comunidades, piorou com a pandemia. “Neste momento, não somente questões de saúde e segurança pública, mas precisamos de sinal para as crianças poderem realizar suas atividades escolares.” O promotor do Ministério Público do Estado, Gustavo Munhoz alerta que o caminho é o movimento político para modificação da legislação federal e reforçou que enquanto isso não acontece os Procons devem cobrar que as empresas informem ostensivamente nos locais de venda de aparelhos de celular o mapa de cobertura do serviço para que o consumidor não seja ludibriado. No mesmo sentido, o defensor Público da Defensoria Pública do RS, Rafael Magagnin, orienta ao consumidor a sempre procurar os órgãos de defesa para relato das dificuldades. Já a presidente da Associação Gaúcha de Procons Municipais (AGPM), Márcia Moro, concluiu: “Se a legislação não for modificada, a gente vai esbarrar sempre no mesmo tema.” Quem participou: Gerente de Fiscalização da Anatel-RS, Stevan Grubisic Coordenador de Fiscalização da Anatel-RS, Maurício Peroni Defensor Público da Defensoria Pública do RS, Rafael Magagnin Promotor do Ministério Público do Estado, Gustavo Munhoz Presidente da Associação Caminho das Pipas, Adélio Sbardelotto Vereador de Rolante, Antônio Gonçalves Vereadora da Câmara de Vereadores de Montenegro, Josi Paz (PSB) Representante da Associação Canto dos Cardoso e do vereador Ilario Emílio Von Muhlen (PSB), Everton Lopes Associação de Moradores do Alto Rolantinho, Marco Aurélio Pires Presidente da AGPM, Márcia Moro Gerente de Relações Institucionais da Vivo, Luiz Eduardo Daruiz Corrêa Gerente Institucional Regional/RS da OI, Kátia Garbin Ricardo Alves e Ricardo Trevisan, gerentes da TIM Gerente de Relações Institucionais da Claro, Fabiana Machado.
Comissão de Defesa do Consumidor trata sobre telefonia e Internet em Rolante

A Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor e do Contribuinte e Participação Legislativa Popular realiza, nesta quarta-feira (4), audiência pública virtual solicitada pela Câmara de Vereadores de Rolante para debater a péssima situação dos serviços de telefonia móvel e Internet no município. Mais de 4 mil pessoas, de pelo menos dez comunidades, sofrem diariamente com o sinal precário ou inexistente. A situação afeta negativamente o turismo, a atividade industrial, o comércio e a emissão de Notas Fiscais Eletrônica (NF-e) pelos agricultores e até o agendamento de exames e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Dentre as localidades estão Boa Esperança, Alto Rolante, Alto Rolantinho, Morro da Figueira, Canto dos Cardoso, Fazenda Passos, Campinas, Ilha Nova, Areia e Maragata. “Estivemos conversando com lideranças em Rolante sobre as demandas, recebemos um abaixo-assinado e agora tentaremos avançar com as operadoras” disse o deputado estadual Elton Weber, presidente da Comissão. Estão confirmados para a audiência o coordenador de Fiscalização da Anatel-RS, Maurício Peroni; o defensor da Defensoria Pública do RS, Rafael Magagnin; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rolante, Elton André Durr; e Celeste Almeida, da Associação Canto dos Cardoso, além de representantes das operadoras OI, Vivo, TIM e Claro.
Weber critica demora na evolução de projeto estadual de irrigação

Aprovado por unanimidade na Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa em 6 de agosto, o relatório da Subcomissão de Irrigação elaborado pelo deputado Elton Weber e que prevê ações concretas de enfrentamento de secas ainda não saiu da gaveta. Weber está preocupado com a demora na evolução do tema, vital para o Estado. A ideia é que as sugestões sejam a base de um programa estadual de irrigação. “São praticamente quatro meses de espera. Para nossa tristeza, até este momento não se conseguiu avançar neste tema junto ao governador Eduardo Leite e ao secretário da Agricultura Covatti Filho, para que venha do Executivo um projeto de lei que implemente no Rio Grande do Sul um programa de Estado para combater a estiagem e promover a irrigação”. O presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, deputado Adolfo Brito, disse nesta quinta-feira (3) que a audiência com o governo estadual já foi solicitada e que aguarda um retorno. Weber espera que isso ocorra o mais rapidamente possível. “Muito falamos desde o ano passado sobre a seca, a estiagem, sobre perdas dos agricultores e do municípios. Temos aqui uma solução prática, mas infelizmente estamos parados”, lamentou Weber. Os encaminhamentos da Subcomissão: Ação integrada entre agentes públicos, financeiros e privados para geração de energia elétrica de qualidade; Construção de reservatórios de água; Padronização de leis e simplificação de regras de licenciamento ambiental; Declaração das atividades de armazenamento de água como de interesse social em Áreas de Preservação Permanente (APP) Criação de linha de crédito subsidiado para investimento em equipamentos; a garantia de assistência técnica e extensão rural ao agricultor familiar irrigante; Instalação de um grupo gestor permanente de acompanhamento das ações de enfrentamento de estiagens junto ao gabinete do governador.
Aprovada audiência pública que discutirá impactos do javali no Rio Grande do Sul

Reunidos nesta quinta-feira (22), deputados integrantes da Comissão de Agricultura, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa aprovaram, por unanimidade, o requerimento de audiência pública solicitada pelo deputado Elton Weber (PSB) para discutir medidas de controle do javali no Rio Grande do Sul. Foram sete votos favoráveis e nenhum contrário. A audiência será virtual em data a ser marcada na próxima semana. Nas duas últimas semanas, acompanhado de representantes de Sindicatos de Trabalhadores Rurais e do presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, Weber esteve reunido com Ibama, superintendência do Ministério da Agricultura, Secretária da Agricultura, Secretária do Meio Ambiente e Famurs tratando sobre o descontrole populacional do animal silvestre, que causa impactos econômicos, ambientais e sanitários no Estado, afetando diretamente a agricultura familiar. O grupo trabalha nas esferas técnica e política para rever a normatização das ações de controle do javali, prevendo abate sanitário e regras de consumo da carne do javaporco na propriedade como forma de atenuar os prejuízos no meio rural. “Houve um agravamento do problema, e todos sabemos, estes animais provocam a destruição de lavouras, a morte de terneiros e outros, invadem propriedades e acabam provocando a procriação involuntária entre suínos e até atacam as pessoas. Precisamos de uma solução”, enfatiza o deputado.
Weber representa Assembleia em Seminário Gaúcho do Cooperativismo

Presidente da Frencoop-RS, o deputado estadual Elton Weber (PSB) representou, nesta quinta-feira (29), a Assembleia Legislativa na abertura do Seminário Gaúcho do Cooperativismo realizado pelo Sescoop/RS de forma digital devido à pandemia. Em sua 19ª edição, o seminário discute a Transformação Digital no Cooperativismo, em constante busca de caminhos para um desenvolvimento cada vez mais sustentável e inovador nas sociedades cooperativas. Presencialmente, participam o presidente da Ocergs/Sescoop-RS, Vergilio Perius e o secretário da Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, Covatti Filho. O setor tem mais de 3 milhões de gaúchos ligados às cooperativas. São 444 cooperativas ativas em sete ramos, gerando 65 mil empregos no Estado. De acordo com o relatório Expressão 2020, ano-base 2019, o faturamento foi de R$ 48,9 bilhões, 1,4% de crescimento. Weber fez um resgate histórico do grande encontro de agricultores acontecido em Feliz, em 1900, embrião do cooperativismo, destacando a evolução da comunicação até os dias atuais, com a inclusão do setor na era digital, importante ferramenta para o fortalecimento do segmento cooperativo. “Hoje estamos aqui interligados virtualmente, discutindo o cooperativismo. Há 120 anos, as pessoas não tinham outra forma de debater a não ser se encontrando. Weber reforçou a importância econômica do setor e a parceria dos deputados da Frencoop-RS. “O principal pilar de desenvolvimento econômico e social é o cooperativismo. Os números apresentados hoje confirmam o que estou dizendo. Mesmo em meio a pandemia, o setor cresceu.” analisou. Perius destacou que o cooperativismo busca sempre a inovação e neste momento de dificuldades não é diferente. “Somos pessoas que precisamos nos renovar, inovar”, sintetizou. Já Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), destacou a importância do segmento cooperativo intensificar sua participação na era digital. “É fundamental que nossos líderes compreendam a transformação. A pandemia acelerou um pouco o processo dos relacionamentos digitais, mas na realidade isso vem ocorrendo há muito tempo e temos que observar essas mudanças.” Além do Seminário, com palestras e debates, também ocorre a entrega do Troféu Padre Theodor Amstad ao presidente da Unimed Federação/RS, Nilson Luiz May. O Prêmio é uma iniciativa da Ocergs/Sescoop-RS que reconhece os relevantes serviços de uma personalidade do cooperativismo e que contribui, juntamente com as cooperativas, para o desenvolvimento econômico e social das comunidades. As atividades se encerram no final da tarde.