Sessão Solene – 2019

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SESSÃO SOLENE, EM 17 DE ABRIL DE 2019 

O SR. ELTON WEBER (PSB) - Saúdo o Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, deputado Luís Augusto Lara; o Exmo. Chefe da Casa Militar, coronel Júlio César Rocha Lopes, neste ato representando o Exmo. Sr. Governador do Estado, Eduardo Leite; o Exmo. Sr. Procurador-Geral de Justiça em exercício, doutor Marcelo Lemos Dornelles; a Exma. Sra. Subdefensora Pública-Geral do Estado, Dra. Liseane Hartmann; o Exmo. Sr. Comandante da Artilharia de Exército, general de Brigada Valério Luiz Lange, neste ato representando o Comando Militar do Sul; o Exmo. Sr. Representante do Comando da Ala 3, major Ruver Mendes de Moraes; a Exma. Sra. Diretora do Departamento de Polícia Metropolitana, delegada Adriana Regina da Costa, neste ato representando a Chefia da Polícia Civil; as Exmas. Sras. e os Exmos. Srs. Parlamentares desta Casa; a Banda da Brigada Militar que nos abrilhanta com a sua presença nesta tarde; as senhoras e os senhores que nos assistem pela TV Assembleia e nos ouvem pela Rádio Assembleia; os que nos acompanham das galerias deste plenário.
Venho a esta tribuna, neste dia solene e importante, para falar em nome do Partido Socialista Brasileiro, dos deputados Franciane Bayer e Dalciso Oliveira, e também em nome das bancadas do PTB e do Democratas, por solicitação dos deputados Kelly Moraes e Rodrigo Lorenzoni.
Passaram-se 184 anos de instalação do Parlamento gaúcho. Em 1835, o então deputado Bento Gonçalves foi acusado pelo presidente da província de articular a separação do Estado do Rio Grande do Sul do restante do Brasil, o que foi o marco importante da Revolução Farroupilha.
A história conta que certamente foi importante nos insurgirmos naquele instante. E o Parlamento gaúcho foi o palco e o início daquele momento histórico. Hoje, esta Casa Legislativa, presidida por V. Exa., deputado Luís Augusto Lara, também tem tido a coragem de apresentar temas à nossa Nação, que precisam ser analisados.
Cito como exemplos os temas da Lei Kandir, do pacto federativo, da dívida do nosso Estado com a União, que parecem ser única e exclusivamente atribuição do Executivo, mas não são, porque também são temas de interesse deste Parlamento e de todos os Poderes que compõem a estrutura do Estado, seja o Legislativo, o Executivo ou o Judiciário, porque a própria Constituição diz que são Poderes independentes, mas harmoniosos entre si.
Quero aqui destacar que o Estado do Rio Grande do Sul e esta Casa, que hoje ocupa este espaço, mas anteriormente teve outra sede, foram celeiros de grandes líderes, que influenciaram a política nacional no palco das decisões, e o fizeram com muita maestria, de forma correta, para que sempre tivéssemos uma democracia forte.
Representando o PSB, por aqui já passaram Cândido Norberto, Jauri Gomes de Oliveira, Beto Albuquerque, Heitor Schuch, Maria Augusta Feldman, Lisiane Bayer e tantos outros. Referencio aqui os homens e as mulheres do nosso partido. Mas aqui também muitos outros, de vários partidos, fizeram história.
Em 184 anos, superamos muitas dificuldades e tivemos muitos momentos difíceis. Naquele período de 64, esta Casa teve um papel fundamental. Em 1985, na chamada Redemocratização do País, esta Casa também teve um papel fundamental, assim como continua tendo nos dias atuais.
Para encerrar, quero dizer aos meus colegas que cada vez mais temos de estar atentos àquilo que o povo gaúcho nos delegou nas eleições, não importando quantos mandatos cada um tenha.
Prezados colegas, amigas e amigos, senhoras e senhores que nos prestigiam, cada vez mais, temos de estar conectados com a realidade do povo gaúcho, com as decisões muitas vezes difíceis de serem tomadas aqui, mas necessárias. Assim, certamente e cada vez mais, daremos a nossa contribuição a um Estado democrático, que esteja a serviço dos homens e das mulheres do nosso Rio Grande do Sul. Creio que essa foi e sempre será a grande tarefa deste Parlamento.
Vida longa ao Pagamento gaúcho! Vida longa à democracia! Muito obrigado.