Apresentado pelo governo federal na terça-feira (30), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 traz avanços importantes na avaliação do deputado estadual Elton Weber, mas, para ele, as medidas anunciadas só terão efeito prático se vierem acompanhadas da renegociação das dívidas dos agricultores e de mudanças nas regras de enquadramento do Proagro. Entre os destaques anunciados estão os R$ 97 bilhões destinados ao novo ciclo agrícola, a redução dos juros do Pronaf de 3% para 2% ao ano para a produção de alimentos da Cesta Básica, a queda de 2,5% para 1,5% ao ano na aquisição de máquinas e equipamentos de até R$ 100 mil e o aumento dos recursos do Proagro para R$ 6,6 bilhões.
Para o parlamentar, o principal entrave continua sendo a situação financeira das famílias agricultoras. A renegociação das dívidas, lembrou, depende da aprovação do PL 5122 em segundo turno na Câmara dos Deputados e da sanção da proposição pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Weber voltou a defender mudanças nas regras de enquadramento do Proagro, destacando que, somente no Rio Grande do Sul, cerca de 35 mil agricultores ficaram sem a cobertura do seguro.
“O Plano Safra traz avanços, especialmente na redução dos juros e no aumento dos recursos para o Proagro. Mas não adianta ampliar o crédito se grande parte dos agricultores familiares segue endividada e impedida de acessá-lo. O Plano Safra só será completo quando vier acompanhado da renegociação das dívidas e de um seguro abrangente”, afirmou Elton Weber.
