Elton Weber

Frente da Fruticultura mobiliza setor para discutir ações contra o Greening

Presidente da Frente Parlamentar da Fruticultura e da Vitivinicultura da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Elton Weber (PSD) convocará um encontro do colegiado com citricultores, entidades representativas e órgãos públicos para debater medidas de prevenção e enfrentamento ao Greening no Rio Grande do Sul. Entre as ações consideradas prioritárias, e já em discussão desde o primeiro semestre deste ano com o governo estadual, estão o chamamento dos aprovados em concurso para reforçar a fiscalização e a destinação de recursos do Feaper para a adequação dos viveiros às exigências da Portaria Federal nº 1.326/2025. A mobilização ganha força após a confirmação dos primeiros casos da doença no Estado. Embora os focos tenham sido identificados de forma isolada em um pomar doméstico de Palmitinho, o greening não tem cura, compromete a qualidade dos frutos e reduz a produtividade, causando inúmeros prejuízos à cadeia citrícola. Weber também participará, na próxima semana, de reunião promovida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa sobre o tema. Ele ressalta que os órgãos de defesa sanitária atuam com monitoramento e medidas de contenção, mas defende o fortalecimento da estrutura de controle sanitário e uma atuação integrada entre governo, produtores e entidades para proteger a citricultura gaúcha.

Deputado destaca avanço da renegociação das dívidas rurais e cobra aprovação final 

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária Gaúcha, o deputado estadual Elton Weber (PSD) comemorou, nesta semana, a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto que cria mecanismos para a renegociação das dívidas dos agricultores atingidos por sucessivos eventos climáticos. A proposta, que agora retorna à Câmara dos Deputados para análise final e após precisa ser sancionada pelo presidente Lula, é considerada uma das mais importantes para dar fôlego financeiro aos produtores que enfrentam dificuldades após anos de estiagens, enchentes e perdas desde 2019.  O texto prevê a renegociação de débitos com limite de até R$ 10 milhões por produtor e R$ 50 milhões para associações e cooperativas. Os contratos poderão ser pagos em até dez anos, com três anos de carência, e taxas de juros anuais de 3,5% para agricultores familiares, 5,5% para médios produtores e 7,5% para os demais produtores. “Não estamos falando de perdão de dívidas, mas de condições reais para que os produtores possam se reorganizar, voltar a investir e continuar produzindo. Depois de tantas perdas, o campo precisa de uma solução que permita seguir em frente”, afirmou Weber.  Segundo o parlamentar, a aprovação representa uma conquista construída pela mobilização dos sindicatos de trabalhadores rurais, entidades representativas como a Fetag-RS e lideranças políticas, sendo fundamental também para a economia dos municípios. “A agricultura sustenta a economia de centenas de municípios gaúchos, e não existe reconstrução do campo sem resolver o problema do endividamento. Agora, seguimos trabalhando para garantir a aprovação definitiva e a rápida implementação da medida”, destacou.