Weber apoia prorrogação de prazo para citricultores do Vale do Caí

Em reunião nesta nesta terça (17), em Porto Alegre, o deputado estadual Elton Weber esteve com o secretário estadual da Agricultura, Edvilson Brum, com o coordenador da Câmara Regional de Citricultura do Vale do Caí, e técnicos da Emater-RS para tratar da necessidade de prorrogação do prazo de adequação dos viveiros telados pelos agricultores. O encontro teve como pauta central os impactos da Portaria nº 1.326/2025 do Ministério da Agricultura, que atualizou o Programa Nacional de Prevenção e Controle do Greening (PNCHLB) no Brasil. A normativa estabelece novas regras para a produção de mudas cítricas, incluindo a obrigatoriedade de cultivo em ambiente protegido com telas antiafídicas, testes periódicos de sanidade e fiscalização dos viveiros. A medida busca prevenir a entrada do Greening, considerada a doença mais grave da citricultura mundial. Embora o Rio Grande do Sul ainda seja área livre da praga, a legislação federal impõe adequações importantes para garantir a manutenção desse status sanitário. Pela portaria, os viveiristas têm prazo de dois anos para se adaptar às novas exigências, a contar de julho de 2025, o que estabelece o limite até 4 de julho de 2027. No entanto, segundo os representantes do setor, a realidade estrutural da citricultura gaúcha exige um período maior de transição, de cinco anos, especialmente para pequenos e médios produtores. Durante a reunião, foi destacada a importância do apoio institucional do governo estadual e da Assembleia Legislativa na interlocução com o governo federal, buscando alternativas que permitam uma adaptação gradual e segura num período de cinco anos, sem comprometer a continuidade da atividade no Vale do Caí Presidente da Frente Parlamentar da Fruticultura e Vitivinicultura da Assembleia Legislativa, Elton Weber reafirmou seu compromisso com o setor. “Nosso papel é garantir que o produtor não seja penalizado por exigências que, embora importantes do ponto de vista sanitário, precisam considerar a realidade de quem está no campo”, destacou. O parlamentar se comprometeu a atuar como interlocutor junto às instâncias necessárias para buscar a prorrogação do prazo e construir soluções que preservem a citricultura gaúcha, atividade fundamental para a economia e o desenvolvimento regional.