13ª Sessão Ordinária - 2018

Categoria: Pronunciamentos

Sessão Ordinária, em 8 de Março de 2018

O SR. ELTON WEBER (PSB) – Sra. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:
Faço uma saudação especial à V. Exa., deputada Zilá Breitenbach, que preside esta sessão neste dia tão importante, 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
Saúdo os telespectadores da nossa TV Assembleia; a vereadora do Município de Candelária que nos prestigia; as demais mulheres que estão aqui, de forma especial; e os demais presentes nesta tarde.
É triste e é uma pena que o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tenha na sua origem uma tragédia que aconteceu há quase 200 anos, na qual, na Inglaterra, as mulheres resolveram fazer uma greve porque não ganhavam salários justos, ganhavam muito longe daquilo que os homens ganhavam. É uma realidade que ainda hoje está presente. Essa é a origem do dia 8 de março.
Deputada Zilá Breitenbach, parabenizo V. Exa. por este grande expediente no dia de hoje, o Dia Internacional da Mulher. Aproveito a ocasião para homenageá-la, com o reconhecimento do seu trabalho aqui nesta Casa, junto às demais colegas deputadas.
Também gostaria de incluir nesta homenagem as nossas assessorias – e vejo aqui duas moças que trabalham na redação, na nossa Casa – e todas as assessoras de gabinetes parlamentares. Todas merecem o nosso reconhecimento, porque atuam em prol da nossa Assembleia Legislativa.
Existe uma coisa que todos nós, homens e mulheres, temos em comum. Todos nós, durante nove meses, às vezes oito ou até sete, somos carregados por uma mulher para podermos nascer. Isso ninguém pode modificar. A natureza quis que fosse assim, que fosse a mulher a ter essa responsabilidade de poder gerar e carregar uma vida.
Deputada Zilá Breitenbach e a todos que nos acompanham aqui, é muito ruim quando ouvimos e lemos notícias de violência contra a mulher. Hoje é um dia de comemoração, mas também precisamos falar disso.
Temos leis pertinentes. Temos de impedir que a violência ocorra, temos de estabelecer penalidades para quem comete atos violentos. Há uma responsabilidade muito maior dos homens do que das mulheres para modificarmos isso na sociedade, porque não resolveremos essa situação somente com leis.
Se todos nós, em especial os homens, não nos conscientizarmos de que é preciso agir, as leis sozinhas nada resolverão. Aposto no exemplo das nossas mulheres parlamentares aqui – e tenho certeza de que, futuramente, serão mais mulheres ocupando cadeiras neste Parlamento – para qualificar ainda mais a política, que, hoje, está desgastada por escândalos. Tenho convicção de que, juntos, poderemos fazer uma verdadeira política, de modo que a sociedade tenha orgulho de seus parlamentares – e atualmente, muitas vezes somos questionados por isso.
Ao encerrar, gostaria de dizer, com muita alegria, deputada Zilá Breitenbach e demais colegas parlamentares, que presidi, por oito anos, uma das maiores federações do nosso Estado, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul – Fetag. Essa entidade, há mais de 20 anos, observando o seu estatuto, conta a participação mínima de 30% de mulheres.
Nos dois mandados em que presidi essa entidade, não tivemos problemas para preencher esses 30% de participação feminina. Conseguimos mais: 40%. Havia, e hoje ainda há, mulheres que podem assumir esses cargos pela sua competência, e esse é o crescimento que queremos.
Falo isso com muita alegria de sempre termos tido, na área rural da Fetag, mulheres assumindo os cargos. Na atual diretoria – sou suplente –, dos seis diretores que a compõem, três são mulheres. Isso me orgulha muito.
Penso que é com atitudes concretas que iremos modificar esse cenário. Não basta o discurso de que a mulher tem que ter mais espaço e se fazer mais presente. Temos, sim, de ter mais ações.
A Fetag, nesta semana e até o final do mês de março, promoverá encontros de agricultoras familiares e trabalhadoras rurais. Serão mais de 50 mil mulheres reunidas em mais de 30 encontros regionais.
Ao registrar a comemoração que as trabalhadoras rurais estão fazendo neste mês, fica aqui o reconhecimento e a valorização da luta que elas tiveram: a aposentadoria rural – de 1 salário mínimo para o homem e para a mulher – foi conquistada pelas mulheres, que puxaram a frente e comandaram a batalha.
Viva o dia 8 de março! Muito obrigado.

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